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A Guarda Municipal de Lisboa *

por João Távora, em 11.09.18

Guarda Municipal.jpg

 

A Banda da Guarda Municipal de Lisboa dirigida pelo Chefe António Taborda, gravou no Quartel do Carmo para a companhia “The Gramophone and Typewriter” o primeiro disco de pompa militar intitulado “Surpresa do Inimigo” de Martins júnior, a 24 de Julho de 1904.  

 

* Mais tarde GNR

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publicado às 12:44

Fado Fadista (A Severa Ressuscitou)

por João Távora, em 27.08.18

 

Não chores mais oh fadista, que a Severa não morreu (bis)

Está viva e no Dona Amélia, ainda ontem a vi eu. (bis)

 

Porque estás triste e calado, porque não falas calão?

Porque olhas para o chão, porque não cantas o fado? (bis)

 

Bebe dois do abafado, corre o mal que te contrita.

Põe alegre a curvadita (?), não te ponhas mudo ao canto.

Enxuga as faces do pranto, não chores mais oh fadista. (bis)

 

Já te não vejo nas hortas, a provar o belo vinho.

Porque vagueias sozinho, por Alfama a horas mortas. (bis)

 

Esse cabelo não cortas, nem pra trás pões o chapéu.

Errante como um Judeu, teu caminho volta atrás.

Olha para aquele cartaz, que a Severa não morreu. (bis)

 

Porque é que o Fado não cantas, já que ela ressuscitou.

Pois do outro mundo voltou, pelo braço do Júlio Dantas. (bis)

 

Raptada d’entre tantas, aquela branca camélia,

Do Vimioso a Ofélia, no mundo estava dobrado,

Pois cantando o belo fado, está viva e no Dona Amélia. (bis)

 

Avelino Baptista - Fado Fadista

Disco Ideal Grande

Beka Record

Lisboa, 1904

 

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publicado às 21:41

A brejeirice é coisa antiga

por João Távora, em 26.08.18

 

De volta às gravações antigas com este disco Beka-Record gravado em Lisboa em 1904, ainda só de um lado.
"Poesia Carnavalesca" uns versos satíricos bem atrevidos por Franco d'Almeida.

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publicado às 20:38

Voltar onde fomos felizes

por João Távora, em 23.03.18

fonografo.jpg

 Concebidos numa cera castanha bastante frágil em que o registo se degradava em pouco mais de dez audições, originalmente os cilindros tinham de ser gravados, cada um deles, ao vivo. Posteriormente desenvolveu-se uma solução interligando os fonógrafos com tubos de borracha, um sistema não satisfatório mas suficientemente eficaz para a comercialização e venda de cilindros gravados em série.  Tal obrigava os artistas, músicos e cantores a desgastantes sessões em que repetiam incessantemente o tema até produzirem um lote suficiente para satisfazer a procura. Dava-se o caso curioso de uma mesma edição inevitavelmente exibir ligeiras diferenças nas interpretações. 

Imagem roubada daqui

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publicado às 17:04

O Hino da Carta em ambiente da época

por João Távora, em 01.12.17

 

Hoje 1 de Dezembro partilho aqui a minha última aquisição: o Hino da Carta composto por Dom Pedro IV, que foi o hino nacional até à revolução da república, gravado num cilindro de cera e reproduzido no meu Edison Home Phonograph de 1900.

Letra:

I
Ó Pátria, Ó Rei, Ó Povo,
Ama a tua Religião
Observa e guarda sempre
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição

II
Ó com quanto desafogo
Na comum agitação
Dá vigor às almas todas
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição

III
Venturosos nós seremos
Em perfeita união
Tendo sempre em vista todos
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição

IV
A verdade não se ofusca
O Rei não se engana, não,
Proclamemos, Portugueses
Divinal Constituição

(Coro)
Viva, viva, viva ó Rei
Viva a Santa Religião
Vivam Lusos valorosos
A feliz Constituição
A feliz Constituição

 

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publicado às 18:42

Uma telefonia portuguesa com certeza

por João Távora, em 09.10.17

Radio.jpg

O meu brinquedo novo: uma magnífica telefonia RCA Victor modelo Emissora Nacional (ou rádio Salazar) de 1935 a funcionar. Um aparelho económico só com ondas médias (não captava rádios estrangeiras), para uso popular (através de subscrição para pagamento em prestações) para propaganda do regime. Ostenta o logótipo da EN com o verso de Camões: "Cantando espalharei por toda a parte". 

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publicado às 09:55

Fado do Tarata

por João Távora, em 02.03.17

 

Fado do Tarata
Artur Portella
Revista Ás de Espadas
1927

 Pela soprano Adelina Fernandes

 

Hoje em dia ir pra soldado,
Já não assusta ninguém,
Passa a noite estiraçado,
Com uma cachopa ao lado,
Na estrada de Sacavém.

E nos campos da Amadora,
Sem pensar na revolução,
Quando passa uma senhora,
Bate-se a gente como um leão,

E nem um tiroliro
Dão as tropas,
Que o Tarata só tem lata
Pra dar tiros nas cachopas,
Mas se esta guerra se mais tempo dura,
Mais parece c’oa ditadura

Uma dama cara unhaca
Deu-me um beijo – ele é bem meu
E ao galucho é que se atraca,
Porque em suma a carne é fraca,
E um homem não é de pau,

E ao chegar perto de Belas,
Eu nem qu’ria olhar para trás,
Que eram velhas e donzelas,
Tudo a atirar-se cá ao rapaz.

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publicado às 20:20

Convite

por João Távora, em 02.02.17

O lançamento em Lisboa da minha segunda colectânea de apontamentos e comentários intitulada "Crónicas Moralistas", terá lugar no próximo dia 11 de Fevereiro pelas 15,30 no Instituto Amaro da Costa (Rua do Patrocínio nº 128 A em Campo d’ Ourique). O livro será apresentado por Eduardo Cintra Torres, por Pedro Mota Soares e pelo Cónego Carlos Paes, pelo que peço desde já aos meus amigos que aqui me visitam a reservem a data para estarem comigo nesse dia muito especial para mim. 

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publicado às 12:40

Discos e riscos 2

por João Távora, em 05.01.17

gira-discos.jpg

Para uns delicados ouvidos analógicos como os meus é reconfortante verificar como, a par do vertiginoso processo de desmaterialização da música e do crescimento exponencial do seu consumo através das de plataformas de streaming como o Spotify, Apple Music ou o Google Play, o mercado do vinil vai-se afirmando como uma consolidada alternativa para os verdadeiros melómanos e audiófilos. A comprová-lo basta verificar o espaço a ele reservado nas lojas Fnac, já para não falar da proliferação de novas lojas de discos nos grandes centros urbanos, ou pelo facto da versão em vinil de "Black Star" de David Bowie ter vendido globalmente perto de 500.000 cópias. No entanto convém realçar que este crescimento terá sempre como limitação os custos monetários necessários para a aquisição de um competente sistema de reprodução: um bom gira-discos com uma boa célula, um amplificador competente com entrada “Phono” e umas colunas adequadas ao espaço em que vão tocar. De resto faz-me alguma confusão a profusão de oferta de pequenos gira-discos de má qualidade, a maior parte com um atraente design “vintage”, que constituirão um logro para o consumidor, que rapidamente se perceberá que, para além de estragarem dos discos, não preenchem os valores mínimos de qualidade sonora comparativamente a qualquer pequeno dispositivo de reprodução digital, até o smartphone mais básico.

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publicado às 12:10

Corina, Corina...

por João Távora, em 20.09.16


Nascida em 1897 em Silves, Corina Freire foi uma cantora lírica soprano e actriz portuguesa. Foi a primeira portuguesa a trabalhar no Olympia de Paris e a cantar para o Príncipe de Gales, depois duque de Windsor. Aqui o tema com que fez a sua primeira incursão no teatro de revista aos 30 anos.

Corina.jpg

 Fonte: Wikipedia

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publicado às 16:35

O Velho Fado da Severa

por João Távora, em 03.09.16


É substancial a melhoria qualitativa das performances artísticas nas gravações portuguesas a partir do segundo quartel do século XX. Isso é bem patente nesta gravação do “Velho Fado da Severa” cantado por Dina Tereza para “A Severa”, o primeiro filme sonoro português realizado por Leitão de Barros em 1929. Repare-se na subtileza dos arpejos e do dedilhar de guitarras no inédito longo solo que abre o tema - pormenor outrora difícil de captar pelo registo sonoro mecânico. Definitivamente a qualidade que a gravação eléctrica concede à indústria fonográfica mais reputação – reconhecimento social - contribuindo para atrair a si mais e melhores executantes. Para tanto foi decisivo o advento da telefonia e do cinema sonoro que estão na génese do star system nacional que estabelece o protagonismo dos intérpretes como motor da indústria fonográfica.

Dina Tereza.jpg

 

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publicado às 16:34

Beatriz Costa sempre!

por João Távora, em 22.08.16

No tempo em que fui responsável pelas Relações Públicas do Hotel Tivoli envolvi-me em vários projectos ligados à vida, obre e biografia da acrtiz Beatriz Costa, mulher bela e desempoeirada que, sem que eu tenha conhecido pessoalmente, me conquistou e seduziu profundamente. Também por isso fico muito contente sempre que consigo juntar à minha colecção um disco seu. Assim, é com particular satisfação que aqui partilho "Dona Chica e Senhor Pires", tema cantado em dueto com o actor com Álvaro Pereira que, estreado em 1929 na Revista "Pó de Maio", granjeou uma popularidade que predurou por décadas.  

beatriz-costa-cartaz-d.chica_.jpg

D. Chica: Só me dizia insolências / e a bater não era peco…
Sr. Pires: E hoje, vejam lá bòscências, sou fadista papo-seco!
D. Chica: Já só usa roupa fina / e até seda, quando calha!
Sr. Pires: Camisas de popelina / e as cirolhas são de malha...
D. Chica: Desprezou o canivete, / está mais manso que uma pomba…
Sr. Pires: Rapo a fuça c’a gillette / e ponho cremes na tromba.
D. Chica: Andava sempre co’a malta, / encharcado em água-pé…
Sr. Pires: Pois agora só me falta / ir tomar chá à Garrett!

Refrão
D. Chica: Aconselho-te a que tires o chapéu / quando na rua me vires!
Sr. Pires: Quem? Eu? Oiça: / Isto agora é outra loiça – Dona Chica!…
D. Chica: Sr. Pires!

 

 

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publicado às 11:10

Samaritana por Edmundo Bettencourt

por João Távora, em 12.08.16

Aqui reproduzimos Samaritana (disco Columbia n 8121), um irreverente fado-canção interpretado por Edmundo Bettencourt em 1928. Este tema que efabula um enamoramento de Jesus Cristo pela Samaritana de Sicar (João 4:5–29) foi composto depois de 1910 por Álvaro Cabral nascido em Vila Nova de Gaia em 1865. Além de compositor e letrista, Álvaro Cabral era um boémio muito espirituoso e um bom e grande conversador que morreu em 1918 no Porto. Não podendo ser considerado um Fado de Coimbra, também não é um fado de Lisboa com melodia padronizada, facto que ajudará a explicar grande parte do sucesso que veio a conquistar em Coimbra. Acontece que, a partir de 1928, ano em que este fado foi gravado por Edmundo Bettencourt, a Academia de Coimbra apropriou-se dele e muitos cantores de Coimbra o têm cantado e gravado, tendo-se tornado num dos Fados de Coimbra mais emblemáticos.

Edmundo Bettencourt (Funchal, 1889 — Lisboa, 1973) foi um cantor e poeta Português conhecido por interpretar Fado de Coimbra e pelo seu papel determinante na introdução de temas populares neste género musical. Formado em direito, foi signatário das listas do MUD tendo feito parte do grupo fundador da revista Presença. Notabilizou-se pela composição musical "Saudades de Coimbra" a qual é ainda hoje uma referência da música portuguesa universitária.

Edmundo de Bettencourt.jpg

 

 

Fontes / adaptação de textos: Octávio Sérgio em Guitarra de Coimbra (Parte I) e Wikipédia

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publicado às 18:12

Justina Magalhães

por João Távora, em 11.08.16

Tema "Beijos" da autoria de Vasco Macedo - para a revista "Carapinhada" exibida em 1927. 

Justina Magalhães actriz do teatro Avenida nasceu em 1897 cursou no Conservatório de Lisboa onde foi discípula do Professor António Pinheiro que sobre ela aqui descorre um rasgado elogio.  

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publicado às 16:31

O (verdadeiro) segredo da felicidade

por João Távora, em 02.08.16

2016-08-02 15.54.52.jpg

 

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publicado às 17:46



A montante deste caprichoso prazer de coleccionar os sons antigos e de saborear sofisticados sistemas de reprodução sonora está uma enorme paixão. Neste blog que afinal é uma contradição de termos – uma plataforma de partilha digital em defesa do suporte analógico - presto tributo a essa que considero a mais divinal forma de expressão humana: a música.


O Autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.

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