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Um fonógrafo do século XXI

por João Távora, em 24.11.15

O fascínio da tecnologia ao serviço da história: o "Archéophone" é utilizado para a reprodução e digitalização de todos os formatos de cilindros, poupando-os ao desgaste da leitura pelo método mecânico do fonógrafo original, este aparelho é passível de ser adquirido por encomenda. 

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publicado às 10:12

Por onde andam os cilindros de cera portugueses?

por João Távora, em 23.11.15

7 -Cilindro_Sociedade_Fonographica_portuguesa.jpg

"O ano passado tivemos uma doação de uma dúzia de cilindros portugueses, os primeiros da nossa colecção”.

Quando abordámos David Seubert para uma entrevista sobre o arquivo, os registos portugueses estavam entre os cinco mil que ainda aguardam digitalização através “de uma máquina francesa, o Archeophone, que torna possível reproduzir os cilindros sem os danificar”. Brevemente, porém, vamos poder ouvi-los." 

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publicado às 10:02

Era assim a moda na época...

por João Távora, em 26.08.15

Voltando ao charme delicado dos cilindros de cera gravados aqui pode-se ouvir o tenor britânico Elliston Webb cantando melosa e ensonada balada "Sing me to sleep" de Edwin Greene. 

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publicado às 18:38

O charme dos cilindros

por João Távora, em 22.08.15

Piadas do mestre rola.jpg

 

Rótulo de cilindro virgem (gravado em casa) - Família Cambournac "Só para homems", "Piadas do Mestre Rola" 26 xii 1915.

Seccção Infantil.jpg

Cilindro virgem Edison - Apesar de inaudível vale pela inscrição: "Secção infantil 1912" do lote da família Cambournac (minha mulher) gravado em casa.

 

Out of the box.jpg

 Out of the box

 

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publicado às 14:41

A Marselhesa

por João Távora, em 21.08.15

Eu que sou um pacato conservador, geralmente até gosto de canções revolucionárias talvez pelo seu lado romântico, uma estética a que ninguém é imune nestes dias de modernidade. Não é o caso da belicosa e feroz “Marselhesa” que os franceses adoptaram como hino, aqui numa performance de 1905 pela Garde Républicaine, gravada num cilindro de cera da minha colecção, que apesar de partido se consegue ouvir até meio.

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publicado às 19:05

Brinquedo

por João Távora, em 20.08.15
 

My Edison Home Phonograph

Um vídeo publicado por João Távora (@jtavora) a

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publicado às 23:13

De volta aos cilindros

por João Távora, em 20.08.15

O Fonógrafo possui um charme insuperável. Aqui uma canção sentimental pela soprano australiana Marie Narelle acabadinha de chegar de Terras de Sua Majestade.

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publicado às 20:10

Os cilindros Sterling

por João Távora, em 12.08.13

 

Foi quando expirou a patente de Thomas Edison dos seus cilindros gravados em 1904 que Louis Sterling lançou em Inglaterra uma nova produtora de nome "Sterling Record Company". Ao fim de 22 semanas de operação as vendas atingiam um milhão de cópias vendidas, sucesso atribuído à qualidade do som obtido através duma solução de cera prensada muito suave que (quase) competia com os discos, formato que desde 1901 se vinha impondo no mercado da gravação sonora. Através deste curioso exemplo nota-se como tudo valia para lançar novas publicações. 

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publicado às 11:57

Uma viagem sonora ao Natal do passado

por João Távora, em 31.12.12

No Natal de 1906, a família Wall canta dois temas alusivos

 

Quem acompanha as insignificâncias a que dedico a minha escrita, entende o fascínio que sobre mim exerce este artigo do Daly Mail sobre um avô que resgatou do seu sótão o fonógrafo e uma série de cilindros com as mais antigas gravações sonoras “feitas em casa” até hoje conhecidas. Cerca de 24 minutos de registos diversos, feitos pelos seus antepassados e que inclui impressionante “retrato” duma longínqua festa de Natal de 1902 que aqui reproduzo, foram doados ao museu de Londres. (Para ouvir os ficheiros, clicar na ligação em baixo da respectiva imagem)
 

No Natal de 1904, o Senhor Wall e alguns convivas endereçam votos de Boas Festas

 

Da minha experiência com uma série de cilindros com que este ano fui presenteado - e que aqui deixei testemunho em devida altura - nenhum dos "gravados em casa", (cujas caixas referenciam a anedotas, fados e cantigas) está em condições mínimas de audibilidade, afectados por um fungo que ataca a cera. Em dois deles devidamente assinalados, consegue-se adivinhar cantorias e monólogos, mas para conseguir uma nitidez razoável será necessário investir um dia num sofisticado trabalho de filtragem sonora, com meios e técnicas que não são muito acessíveis. Um projecto que espero cumprir, porque o som é um precioso complemento da imagem... e porque se nos orgulhamos de exibir na sala o retrato do nosso avô, como seria fascinante possuirmos um seu “postal” sonoro como recordação, não vos parece?

 

Nota: 
Agradeço a Victor Santos Carvalho que me fez chegar a "notícia" do Daily Mail

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publicado às 16:52

Sociedade Phonographica Portugueza

por João Távora, em 17.11.12

 



Caixa de cilindro de cera (inutilizado) Sociedade Phonographica Portugueza.

Oferecida por mim para o futuro Museu da Música Mecânica em Palmela.

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publicado às 11:51

O cilindro de Edison, um pouco de história

por João Távora, em 04.11.12

 

Perante o grande sucesso comercial do Fonógrafo no final do século XIX, para a produção em série dos primeiros cilindros de cera pré-gravados, o cantor e a orquestra tinham de repetir centenas de vezes a mesma peça musical, uma vez que a gravação era feita em pequenos lotes de dez a doze cilindros de cada vez. Se juntarmos a este facto a resistência à novidade e o limite de dois minutos por registo, talvez se se entenda a recusa inicial das  grandes vozes da época como Enrico Caruso ou Yvette Guibert a gravarem o seu reportório.

Algumas canções portuguesas celebrizaram-se através do fonógrafo gravadas em cilindros de cera. Em Portugal a empresa Fonógrafo de Edison organizava audições itinerantes que causavam furor e enchiam as salas de espectáculo pelas cidades onde passavam. Destas gravações há registo do enorme sucesso de “O Burro do Senhor Alcaide”, “O Solar dos Barrigas”, “O Brasileiro Pancrácio”, “Caninha Verde” e “O fado do Hilário” cantados pela actriz Isaura e actores Queiroz, Alfredo Carvalho e Augusto Hilário célebre fadista de Coimbra. E como eu gostava de encontrar um cilindro português para a minha pobre colecção…

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publicado às 11:35

Ao serviço da história e da memória colectiva

por João Távora, em 13.10.12

 

Não, não é um armazém duma farmácia, mas sim uma "biblioteca" de cilindros de Edison gravados, devidamente catalogados, digitalizados e dispniveis para download pelo Cylinder Preservation and Digitization Project, um projecto pioneiro do Department of Special Collections at the University of California. 

A primeira gravação feita em Portugal chama-se Cantos do Minho, pertence à Banda da Guarda Municipal do Porto, data de Outubro ou Novembro de 1900 e foi produzida por William Darby e não se lhe encontra rasto na Internet. Em Portugal não existe qualquer projecto de colecção, preservação e arquivo de património sonoro.

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publicado às 11:27

O fascinante cilindro de cera de Edison

por João Távora, em 27.09.12

 

Da esquerda para direita, três diferentes cilindros de Edison: o primeiro é de cera virgem para dois minutos de gravação produzidos em série a partir de 1880. Com a mesma capacidade, segundo é de cera preta (mais resistente) com temas pré-gravados (Gold Moulded) foram um sucesso produzido a partir de 1903. O terceiro, patenteado em 1912, tem 4 minutos (o dobro da capacidade dos anteriores), com melhor som e mais resistente devido ao acabamento em celulóide, é adjectivado de “indestrutível”. Nesta fase, o cilindro já estava em fim de vida, pois os discos, com muito mais capacidade (dois lados) e mais fáceis de armazenar, tinham chegado para vencer.

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publicado às 11:21



A montante deste caprichoso prazer de coleccionar os sons antigos e de saborear sofisticados sistemas de reprodução sonora está uma enorme paixão. Neste blog que afinal é uma contradição de termos – uma plataforma de partilha digital em defesa do suporte analógico - presto tributo a essa que considero a mais divinal forma de expressão humana: a música.


O Autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.

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